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🚧 Chuvas intensas condicionam circulação rodoviária em várias províncias de Moçambique



As chuvas intensas que se registam em grande parte do território nacional continuam a provocar danos significativos nas infraestruturas rodoviárias, condicionando a circulação de pessoas e bens em várias províncias de Moçambique. A situação tem gerado preocupação entre as autoridades e utentes, sobretudo em zonas onde algumas estradas se tornaram totalmente intransitáveis.

De acordo com informações avançadas pela Administração Nacional de Estradas (ANE), diversas vias encontram-se com transitabilidade condicionada ou mesmo interrompida, devido ao elevado nível de humidade dos solos, erosão e transbordo de rios.

Na província de Gaza, por exemplo, o troço que liga Chissano a Chibuto apresenta sérias dificuldades de circulação. A estrada encontra-se com transitabilidade condicionada, sendo apenas possível a passagem de viaturas com suspensão alta e tração às quatro rodas. As autoridades apontam que o estado da via resulta do excesso de humidade e da natureza escorregadia do solo, fatores que aumentam o risco de acidentes.

Como alternativa, a ANE recomenda aos automobilistas o uso da Estrada Nacional Número Um (N1), no troço entre Chissano e Chongoene, e da N102, que liga Chongoene a Chibuto. Estas rotas apresentam melhores condições de circulação neste momento.

Já na província de Inhambane, a situação também é preocupante. Até ao dia 11 de março, pelo menos quatro estradas apresentavam problemas de transitabilidade. Entre estas, duas encontram-se transitáveis com restrições, enquanto outras duas estão completamente intransitáveis.

A estrada R901, no cruzamento com a N242, apresenta sinais de erosão acentuada e risco iminente de corte ao quilómetro cinco. Por sua vez, a R902, que liga Morrumbene a Mocodoene, está condicionada no quilómetro 17 devido a danos registados num aqueduto, comprometendo a circulação normal.

Em situação mais crítica encontra-se a via que liga Chidjinguir a Mubalo, atualmente intransitável. Segundo a ANE, esta estrada apresenta múltiplos pontos de galgamento, nomeadamente nos quilómetros 10, 13 e 17. Além disso, há registo de cedência de solos no acesso ao aqueduto no quilómetro oito e um corte próximo à câmara de empréstimo no quilómetro 24.

Ainda em Inhambane, a estrada R483, que faz a ligação entre Inharrime e Panda, também está completamente intransitável devido ao corte da via ao quilómetro 12, impossibilitando qualquer tipo de circulação.

Na província de Tete, a Estrada Nacional 322 (N322), que liga Madamba, Mutarara e o Rio Chire, apresenta transitabilidade condicionada em vários pontos críticos. Os quilómetros 36, 100, 110 e 116 são os mais afectados, sendo apenas recomendada a circulação de viaturas com tração às quatro rodas, devido às condições adversas do terreno.

Entretanto, a situação na província do Niassa é considerada uma das mais críticas. As chuvas intensas que se fazem sentir na região provocaram danos severos em várias vias estruturantes, comprometendo seriamente a mobilidade.

A Estrada Nacional 13 (N13), no troço entre Mandimba e Cuamba, encontra-se intransitável devido ao galgamento da plataforma nos rios Muanda e Lussengasse. O nível elevado das águas impede a passagem de qualquer tipo de viatura.

A mesma estrada, no troço entre Cuamba e Malema, já na província de Nampula, também está intransitável. Neste caso, os problemas estão associados à erosão, ao arrastamento de manilhas no desvio da estrada em construção e ao transbordo do rio Namutibua, ao quilómetro cinco.

Outra via afectada é a R720, que liga os distritos de Cuamba e Mecanhelas. Esta estrada está igualmente intransitável devido ao galgamento da plataforma, causado pelo transbordo do rio Muanda e pela subida do caudal no povoado de Caronga, no distrito de Mecanhelas.

Face a este cenário, a Administração Nacional de Estradas apela à máxima prudência por parte dos automobilistas e transportadores. A instituição recomenda que as viagens sejam devidamente planificadas, tendo em conta as condições actuais das estradas, e alerta para a necessidade de evitar a circulação em vias de risco.

A ANE também desencoraja o uso de viaturas com peso superior a 10 toneladas em estradas terraplanadas, uma vez que estas condições podem agravar ainda mais o estado das vias e aumentar o risco de acidentes.

Com a previsão de continuidade das chuvas nos próximos dias, as autoridades reforçam a importância da colaboração dos utentes, apelando ao respeito pelas recomendações e à adopção de medidas de segurança.

A situação evidencia a vulnerabilidade das infraestruturas rodoviárias face a eventos climáticos extremos, reforçando a necessidade de investimentos contínuos na sua manutenção e resiliência.



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